Uma breve imagem da mulher na literatura

    


    No Brasil, até o final do séc. XIX, a grande maioria das mulheres eram analfabetas, consequentemente, são raros os escritos delas. O gênero feminino era retratado na literatura da época, apenas pelo seu papel social, de um ponto de vista patriarcal, levando em consideração que eram homens que escreviam e publicavam. 

    Apesar de precário, em 1827 fica assegurado o estudo elementar às mulheres (GOMES, 2003). Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810- 1885), foi escritora e dedicou-se à educação feminina. Uma das poucas exceções de mulheres na literatura brasileira de seu período. 

    Um meio importantíssimo para a divulgação de textos realizados por mulheres, foram as revistas, tanto religiosas quanto revistas femininas. Com a crítica às obras literárias e canônicas, nota-se certo avanço na escrita feminina. Aos poucos, as mulheres passam a conquistar mais espaço na literatura - em 1932 Nísia Floresta Brasileira Augusta publica um texto em um jornal e o assina, até então era comum publicações femininas feitas sob pseudônimo. Como a inglesa Emily Brontë, que escreveu O morro dos Ventos Uivantes em 1847 e o publicou utilizando um pseudônimo, até o século XVIII, autoria das obras não era de grande importância. 

    Atualmente, apesar das dificuldades para publicação, as mulheres têm mais visibilidade e reconhecimento, entretanto as escritoras negras tendem a não ter tanto destaque. Clubes do livro com foco em obras escritas por mulheres, são ótimas formas de divulgação de textos produzidos pelo gênero feminino.

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